Compositor: David Muñoz / José Muñoz
Fui à beira do rio
E vi que você estava muito sozinha
Vi que você tinha adormecido
Vi que cresciam papoulas
No alto do seu peito
Seu peito feito na glória
Eu fui direto até você
E assim, você entrou na minha memória
Você me vestia os olhos
Eu tirava sua roupa
Todas as pombas que eu pego
Voam mancando de uma perna
Você ia abrindo as asas
Eu ia fechando a boca
Você era flor descoberta
E eu, o cigano que te cobre
O seu perfume é o veneno
Que contamina o ar que o seu cabelo corta
Que me corta até a fala e o entendimento
Porque é a droga que deixa minha cabeça louca
Depois eu adormeço
Numa cama mais dura que uma rocha
Sonhando que você ainda não foi embora
Sonhando que você ainda me toca
E o Sol vai ficando corado
Porque a noite vai caindo sobre ele
Os pássaros vão chegando
As árvores têm sono
Suas folhas já se cansaram
De aguentar tanto o inverno
E eu continuo aqui ao seu lado
Até que o vento me leve
De luto, se veste o céu
Que vem com nuvens negras
Será porque sente ciúmes
De que eu te tenha essa noite?
Que escuro está ficando
Coloque lenha na fogueira
Na fogueira do sentimento
Que queima se estou ao seu lado
O seu perfume é o veneno
Que contamina o ar que o seu cabelo corta
Que me corta até a fala e o entendimento
Porque é a droga que deixa minha cabeça louca
Depois eu adormeço
Numa cama mais dura que uma rocha
Sonhando que você ainda não foi embora
Sonhando que você ainda me toca
O seu perfume é o veneno
Que contamina o ar que o seu cabelo corta
Que me corta até a fala e o entendimento
Porque é a droga que deixa minha cabeça louca
Depois eu adormeço
Numa cama mais dura que uma rocha
Sonhando que você ainda não foi embora
Sonhando que você ainda me toca
O seu perfume é o veneno
Que contamina o ar que o seu cabelo corta
Que me corta até a fala e o entendimento
Porque é a droga que deixa minha cabeça louca
Depois eu adormeço
Numa cama mais dura que uma rocha
Sonhando que você ainda não foi embora
Sonhando que você ainda me toca